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Obstrução das Vias Lacrimais - Canal Lacrimal Entupido

A obstrução das vias lacrimais impede a drenagem das lágrimas e causa lacrimejamento, inflamação e infecções recorrentes. Saiba como identificar e tratar com orientação especializada.

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Obstrução das Vias Lacrimais - Canal Lacrimal Entupido

O que são as vias lacrimais e como funcionam?

As lágrimas são produzidas principalmente pela glândula lacrimal, localizada na parte superior e lateral de cada olho. Elas mantêm a superfície do olho úmida e protegida contra poeira, bactérias e irritações. As vias lacrimais são um sistema essencial para a saúde ocular - garantem que as lágrimas cumpram seu papel de proteção e sejam corretamente eliminadas.

Anatomia das Vias Lacrimais

A via de drenagem se inicia nos pontos lacrimais - duas pequenas aberturas circulares nas pálpebras superior e inferior, próximas ao canto medial do olho. Cada ponto lacrimal continua em um canalículo lacrimal. Os dois canalículos se unem formando um canalículo comum que abre para o saco lacrimal - uma estrutura em forma de bolsa localizada na fossa lacrimal.

O ducto lacrimal é a continuação inferior do saco lacrimal e conduz a lágrima até a cavidade nasal. Por isso, o excesso de lágrimas drena para o nariz - explicando o "nariz escorrendo" ao chorar. Quando as vias lacrimais entopem, as lágrimas transbordam e escorrem no rosto.

Tipos e causas da obstrução do canal lacrimal

Obstrução congênita

No período gestacional, o ducto lacrimal forma-se a partir de cordões celulares que se canalizam ao longo de sua extensão. A última porção a canalizar-se é a parte inferior do ducto, junto à cavidade nasal. Quando essa canalização não ocorre, forma-se uma membrana que impede a passagem das lágrimas - gerando a obstrução congênita do recém-nascido.

Obstrução adquirida

A forma adquirida de dacriocistite ocorre nos adultos e pode ser primária ou secundária. As causas incluem inflamação, fibrose, congestão vascular, estase, infecções, cirurgias, tumores ou trauma. Alterações hormonais, osteoporose e o estreitamento gradual do ducto lacrimal - particularmente em mulheres com mais de 40 anos - contribuem para o aumento da suscetibilidade.

Denomina-se dacrioestenose ou bloqueio funcional quando não há fechamento total do ducto lacrimal. Nesses casos, o paciente apresenta somente olhos lacrimejantes, sem secreção ocular.

Sintomas: como saber se o canal lacrimal está entupido?

Lacrimejamento ocular, geralmente unilateral, acompanhado de secreção mucopurulenta, são sinais característicos do entupimento do canal lacrimal. Às vezes ocorre inchaço e elevação da pele no canto interno do olho, correspondendo à formação de um abscesso no saco lacrimal.

Quatro sinais clínicos diferenciam a obstrução lacrimal da conjuntivite:

  1. O olho geralmente não é vermelho.
  2. A compressão do saco lacrimal revela refluxo de secreção para o olho.
  3. O edema aparece no canto medial junto à base do nariz.
  4. Na dacriocistite aguda, a dor intensa é característica.

A agudização do processo inflamatório pode gerar fístulas do saco lacrimal para a pele - um trajeto pelo qual secreção purulenta é eliminada. Exames radiológicos (dacriocistografia, tomografia, ressonância) são os principais meios de explorar o interior do canal lacrimal e esclarecer o diagnóstico.

Tratamento da obstrução das vias lacrimais

As opções para crianças, em ordem de prioridade:

  1. Conduta expectante
  2. Massagem do saco lacrimal
  3. Sondagem
  4. Entubação com silicone
  5. Dacriocistorrinostomia endonasal
  6. Dacriocistorrinostomia externa
  7. Colocação de prótese lacrimal

Quando o tratamento clínico (massagem) falhar, a cirurgia está indicada.

Nos adultos, a cirurgia é a única solução. Em ambas as faixas etárias, a ausência de tratamento pode resultar em complicações graves: dacriocistite aguda, fistulização do saco lacrimal, invasão da infecção para a cavidade craniana, meningite, abscessos cranianos e, excepcionalmente, óbito.

Dra. Marilisa Nano - especialista em vias lacrimais

A Dra. Marilisa Nano possui uma das maiores experiências em vias lacrimais do Brasil. Ao atender dezenas de casos mensalmente no HC da Unicamp e em consultório privado ao longo de mais de 40 anos, acumulou conhecimento para diagnosticar e tratar casos de alta complexidade. Através da consulta online, o paciente recebe orientação adequada para conduzir o tratamento sem sair de casa.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação médica individual. Se você apresenta sinais de obstrução das vias lacrimais, procure uma especialista para o diagnóstico correto.

Dra. Marilisa Nano - Clínica de Oftalmologia em Campinas
Escrito por

Dra. Marilisa Nano

CRM 20861 SP · RQE 5113

Oftalmologista especialista em vias lacrimais, com +50 anos dedicados à área. Doutora pela Unicamp e ex-presidente da SBCPO. Ver perfil

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